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Everest Basecamp Sem Guia: Custos, O que levar e Dicas

Atualizado: 15 de Jun de 2019


Namaste viajantes!

Em setembro de 2017 assisti ao filme do Everest e me surgiu uma Ideia Fixa: chegar ao BaseCamp

Escrevi na minha agenda que em 1 ano estaria lá e comecei a me programar. Pesquisei preços, pacotes turísticos, como ir sozinha, o que levar e etc.


Sonhei durante 1 ano inteiro com o que seria a caminhada pelas montanhas geladas da cordilheira mais alta do mundo e finalmente, em novembro de 2018, embarquei nessa aventura!

E foi assim que cheguei ao Nepal, um país asiático pequenininho espremido entre a Índia e a China.

Logo de cara me encantei!

Catmandu, a capital, tem uma energia inexplicável, apesar do caos e sujeira.

Viajei pelo interior e tive contato com uma cultura de amor ao próximo lindíssima. Conheci pessoas incrivelmente simples e ao mesmo tempo tão ricas interiormente!

Fora tudo que pude avaliar e repensar durante a trilha, a experiência de conviver com os nepaleses me fez perceber o quanto não precisamos de utensílios materiais tidos como "básicos" para sermos felizes!

Tempo de desconectar, repensar questões pessoais e me desafiar!

Foi assim que, antes de encarar o meu desafio pessoal, conheci o André, um brasileiro que também queria fazer o trekking pelo Himalaia.

Ele queria os Three Passes, eu o Everest BaseCamp.


Aos "pés" de uma fogueira, nas montanhas de Sindhupalchok, juntamos os planos e decidimos embarcar no dia 12/11/2017 para iniciar nossa aventura gelada ao Everest subindo os Three passes pelo caminho!

Everest BaseCamp


Trilha sem guia até o Everest BaseCamp


Fiz a trilha somente com o André, sem guia e sem carregador. Usamos o aplicativo “maps.me” e conseguimos facilmente chegar ao Campo Base! É perfeitamente possível ir por conta própria e a trilha é bem movimentada, sendo fácil de pedir informações, caso necessário.

Arrumar a mochila com itens essenciais e deixá-la leve vai ajudar a carregar sem tanto esforço e sem a necessidade de pagar um carregador (cobram em torno de 10 dólares por dia).

Por falta de experiência, nossa mochila ficou bem pesada, com cerca de 10kg! Não é necessário levar tantos itens! Nesse caso, menos é mais!

Cada cidade da trilha tem as “Tea houses”: hospedagens que servem as refeições e possuem quartos para dormir. Portanto, não se preocupem quanto a isso! Existem várias opções de lugar para ficar! Negociávamos a gratuidade da hospedagem em troca de realizarmos as 3 refeições diárias no local (almoço, jantar e café da manhã).

Assim, gastei em torno de 200 doláres em 14 dias de caminhada com comida e hospedagem.


Dica: ao escolher a hospedagem, olhe sempre os preços no cardápio, no final faz diferença no custo da viagem! Para saber onde fiquei, acesse o post do roteiro!

Para quem não se sente confortável em se aventurar pelo Himalaia sem guia, não se preocupe! Catmandu tem centenas de agências onde se pode contratar guias!

Recomendo que chegue na cidade e busque pelas agências do centro (Thamel street), sempre negociando preço!

Em geral, o valor das agências fica na faixa de 1.000 dólares americanos por pessoa e inclui o guia, o carregador (pessoa que leva sua mochila), a hospedagem, três refeições diárias e a passagem de avião desde Catmandu até Lukla (ponto inicial da trilha).

Como chegar ao início da trilha para o Everest


Sobre a chegada ao início da trilha, deixo duas opções.

1. Passagem de ônibus de Catmandu para Jiri.

Essa opção é a mais barata, mas exige planejamento pra mais tempo de caminhada até Lukla, onde começa a trilha. O percurso de ônibus é longo (165km e a viagem dura uma noite inteira!), mas o valor da passagem é muito inferior ao avião!

2. Passagem de avião partindo de Katmandu e chegando em Lukla.

A passagem custa em torno de 300 dólares e existem várias companhias que operam o voo!

Bem carinha em comparação aos preços no Nepal, mas isso é porque o aeroporto é muito pequeno e só aviões com capacidade para 10 passageiros pousam lá! Além disso é um dos aeroportos mais perigosos do mundo e já ocupou a primeira posição, sendo uma aventura à parte!

Como eu não tinha muito tempo, optei pelo voo e comprei com a TaraAir, uma companhia nepalesa, por 332 dólares americanos.

A experiência de pousar em Lukla foi um mix de frio na barriga com desespero! Pra quem gosta de adrenalina, é uma ótima escolha.

No total gastei 600 dólares americanos (voo+ hospedagem+ comidas+ botas e aluguéis de roupa)!

DICA: Decidimos fazer mais que somente ir ao Campo Base e curtir mais um pouquinho da trilha pelo Himalaia optando pela Great Trail, ou Three Passes.

Uma caminhada mais difícil e exigente do que a trilha somente ao Everest, mas com as paisagens mais lindas que já vi!

Mais informações sobre a minha experiência e roteiro no Post Everest BaseCamp e Three Passes.

Como arrumar a mochila para subir o Everest?


Para fazer uma caminhada dessas, existem informações que são essenciais:

  • “Dalbhat power 24 hour, long time no shower” – Considere o hino da trilha.

​Banho é escasso, somente recomendado até os 4 mil metros de altitude e cada chuveirada custa em torno de 5 a 7 dólares.

Não se preocupe em levar shampoo, condicionador, hidratante e etc. É perfeitamente aceitável não lavar o cabelo dia nenhum!

Se encarar um banho de gato congelante, como eu fiz, recomendo levar um sabonete e uma toalha pequena de secagem rápida e usar a água disponível no banheiro para lavar as partes essenciais. Se não for tão forte, lencinhos umedecidos fazem milagres e são itens indispensáveis!

  • Roupas fáceis de secar e versáteis! Nesse caso, menos é mais. Se for carregar a própria mochila, evite deixá-la muito pesada.

Minha mochila:

  • 2 conjuntos de roupas térmicas

  • 2 camisas leves para caminhada

  • 2 calças de caminhada (uma mais levinha e uma com dupla camada de inverno)

  • 1 casaco Fleece

  • 1 corta vento

  • 1 casaco grande daqueles focinhos da "The North Face" para -20ºC

  • 2 pares de meia para trekking e 1 par de meias quentinhas para dormir

  • 1 par de havaianas

  • 1 par de botas de trekking impermeáveis

  • 1 saco de dormir para -5ºC (as casas de chá dão um cobertor, mas não é suficiente. Levei um saco de dormir e não passei frio nenhuma noite. Dentro do saco dormia com a roupa térmica, meias quentinhas e me cobria com o cobertor dado)

  • 1 toalha pequena de secagem rápida

  • sabonete, desodorante, lenços umedecidos, filtro solar e papel higiênico (recomendo levar porque nas casas não têm e são vendidos bem caros. Levei 2 rolos)

  • protetor labial

  • óculos escuros

  • 1 gorro e 1 par de luvas resistentes ao vento

  • 1 cachecol (usei um lenço de pescoço tipo bandana que comprei na Decatlhon e foi suficiente)

  • roupas íntimas

  • remédios para diarreia, dor de cabeça, indigestão e febre são essenciais

  • remédios naturais: em Kathmandu comprei uma cabeça de alho, um gengibre e um potinho de mel. O alho ajuda na altitude e se tirar a raiz de cada dente, não precisa de preocupar com o mau hálito! Comia todos os dias à noite e de manhã junto com a comida. Gengibre e mel juntos ajudam a evitar gripes e alergias porque ajudam na imunidade, além de melhorar a digestão. Comia todo dia em jejum, assim que acordava.

  • Clorin (aquelas pastilhas para filtrar água), recomendo pastilhas por não pesarem

  • 1 garrafa de água (existem lugares para encher a garrafa durante a trilha, então uma garrafa é suficiente e não pesa tanto a mochila)

  • lanches para a trilha: snickers e biscoitos para darem energia

  • 1 conjunto de bastões para caminhadas (não usei, mas o André usou. Confesso que ajuda a caminhar, especialmente na neve e nas subidas, mas não gosto de caminhar com coisas nas mãos )

Se você não tem todo esse material, não se preocupe!

Catmandu é um paraíso para fazer as compras de roupas e equipamentos! São centenas de lojas que vendem tudo o que é necessário! Só recomendo atenção ao produto, pois grande parte é réplica. Verificar a qualidade e negociar o preço são dicas essenciais!

Comprei minhas botas lá e aluguei o saco de dormir, o casacão e a calça de inverno. Muitas vezes alugar é uma opção porque se gasta menos por produtos com ótima qualidade! (no meu caso não tinha como carregar depois, então alugar foi a opção perfeita – gastei 53 dólares com as botas e os aluguéis).

E aí, prontos para encarar?!

Confira: Como fiz a trilha sem guia, Dicas e roteiro

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